Amigos

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Caveira, porta-chaves Paracord

Boa a todos,
Já me tinha pedido para fazer uns artigos em que fosse conjugada a caveira e os cabos. Desta vez, de onde vem o cabo, também vieram uma pequenas caveiras para acrescentar aos trabalhos que faço. Comecei por um artigo que todos usamos, escolhi fazer dois porta-chaves com as cores de cabo que achei que melhor iam combinar e, ai está o trabalho final. 





Outros artigos vou fazer com estes acessórios, há que chegar a todos os gostos e para mim é um prazer confiarem e encomendarem este tipo de trabalhos, obrigado.

Grande abraço a todos,

Nuno Fernandes (Nós perto do mar)

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Pulseiras Paracord

Boas noites, boa gente!

Um artigo para vos mostrar mais umas pulseiras que fiz a pedido de uns amigos, espero que gostem. Alguma peça que possam querer adquirir, disponham.

Vou mostrar as pulseiras por cores, começando pelos verdes e castanho, onde saliento o verde tropa que fica muito fixe. Como podem ver em quase todos os artigos que o fecho é de abertura rápida e com um apito para sinalização sonora em caso de necessidade. Por essa razão, e devido à qualidade do cabo, são conhecidas como pulseiras de sobrevivência.





Para quem gosta de muita cor não fica sem solução, estas estão muito porreiras, cada uma à sua maneira e feitas de formas diferentes.










Fica o registo de mais alguns trabalhos que tenho feito para os amigos, ultimamente tem aparecido muito pessoal a procurar os meus trabalhos, sendo amigos, fico ainda mais feliz, obrigado boa gente!

Um abraço a todos,

Nuno Fernandes (Nós perto do mar)


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Arte Marinheiro, porque não apoiar e preservar esta arte.

Boa noite, meus amigos e seguidores deste nosso espaço, um grande abraço!


Hoje o artigo vem em forma de desabafo, alguma tristeza mas conformado. Não tem sido fácil manter o meu blogue activo, com trabalhos de qualidade e diversidade. Só me tem sido possível dar continuidade à vertente decorativa, baseada em porta-chaves e pulseiras. Isto porque destes artigos as pessoas gostam e consigo ir vendendo muitos peças o que permite adquirir mais material para repor e, se possível, ainda fazer uma peça ou outra mais elaborada com o material que vai sobrando. A vertente tradicional, que eu amo e passei muitos anos a aprender e desenvolver, é mais complicado de manter. Os materiais estão muito caros, falo só do sisal e cânhamo, porque outros materiais acabam por ser mais caros e não é possível fazer molhelhas, gravatas e defensas sem gastar muitos metros deste cabo.



Tenho um stock de artigos feitos muito engraçado mas acabamos por não ter onde expor para que as pessoas possam ver de perto e se interessar, restando as redes sociais que ajuda na parte comercial. Os apoios que todos acham bem e que devem existir a esta arte, pois não existem. A partilha, enquanto se ensina, não acontece e deste forma os conhecimentos acabam por se perder e correr o risco de se extinguir. As embarcações típicas trocaram as defensas tradicionais feitas em cabo por soluções em borracha, o lais de guia, sendo o nó que mais castiga o cabo, veio substituir a costura e muitos são os mestres de embarcações que nem as mãos para amarrarem a embarcação sabem fazer.





O lindo que fica, uma gravata e molhelha repleta de cor presa no caneco, as defensas tradicionais a cama de estai em rede e os muitos nós decorativos que colocamos na cana de leme entre outros, fazem parte da alma da embarcação e devemos sempre manter, dentro do possível. Os trabalhos que fiz e acabei por não oferecer ou vender, certamente estarão presentes para serem vistos onde os desejarem e com todo o gosto da minha parte em ensinar mas continuar a fazer já não me é possível e torna-se incomportável pelo que terei de deixar de produzir, excepto os trabalhos que me foram pedidos até à data. Não é incomportável porque, como disse anteriormente, uma defensa tradicional leva muitos metros de cabo e não é fácil adquirir material para depois os trabalhos acabarem em casa. Deixou de ser possível porque as horas que dedico a arte de marinheiro, na vertente decorativa mais ligeira, leva grande parte do tempo que posso despender e como deixei de trabalhar no meio náutico neste momento, fica mais difícil aparecer e estar com as pessoas ligadas a esta arte. Como diz o ditado,"quem não aparece, esquece" e eu não tenho aparecido. Há que saber reconhecer, aceitar e continuar a partilhar com quem queira aprender, isso sim vou continuar a fazer.



O resto, vou deixar para quem possa ter mais sorte, tempo e os apoios para continuar a preservar esta maravilhosa arte, eu fiz a minha parte e durante uns largos anos tentei divulgar ao máximo mas não consegui. Com pena minha esta vertente vai ter de ficar por aqui mas eu também por cá continuarei com o blogue e os porta-chaves, pulseiras e outros pequenos artigos ligados a esta arte, até se justificar e ser possível a dedicação e disponibilidade. De momento os projectos que tenho é nesta vertente e é para ai que as minhas atenções vão ter de se virar. Vão sempre poder adquirir um porta-chaves e uma pulseira do "Nós perto do mar" sempre que desejarem, mais novidades para breve.

Muito obrigado por lerem as minhas palavras, como sempre estarei aqui para o que for preciso, grande abraço!

Nuno Fernandes (Nós perto do mar)

quarta-feira, 20 de março de 2019

(De)Rota da Cortiça no Rio Tejo (Seixal)



Boa noite, boa gente!
Sou de uma terra onde existia uma forte dinâmica na industria de transformação da cortiça, entre outras a principal fábrica tinha o nome de Mundet dando emprego a muitas pessoas, seja a que transformava bem como a quem realizava o transporte no rio. Esse transporte era efectuado por embarcações tradicionais típicas do estuário do rio Tejo. faziam a ligação à capital Lisboa bem como a outros pontos rio a cima. Estas embarcações também eram conhecidas como "barcos de água a cima". Esta ligação existente entre a cortiça e o rio pode inspirar um porta-chaves pinha de retenida, ligando uma filaça de cortiça a um nó de marinheiro bastante conhecido e de grande ajuda dentro de uma embarcação, mais propriamente para ajudar a lançar cabos para terra ou outra embarcação. 


Para já ficamos com estes primeiros trabalhos em cortiça mas muito em breve vou dar continuidade a esta rota da cortiça no Seixal, tentando manter a ligação entre o rio, fazendo mais umas peças com esta matéria prima bem portuguesa e que ainda mantém algumas raízes no Seixal. Quem sabe levar esta rota mais longe, será que a marinharia e a cortiça ainda tem algo a dizer no Seixal?



Já fazia algum tempo que estava para realizar estes trabalhos, só não tinha encontrado o cabo de cortiça com a qualidade necessária para estes artigos mas cá está, e parece me que bem. Espero que tenham gostado, grande abraço!


Nuno Fernandes (Nós perto do mar)